ACORRENTADO AO CINCO DE NOVEMBRO

By , 2 June, 2020 10:56 pm
EUA preparam reação militar contra rebelião popular - Brasil 247

O presidente do país mais poderoso da Terra, que espalha seu império sobre todos os continentes está com mãos acorrentadas à primeira quinta-feira de novembro. Ao cinco de novembro.
Pois é, Donald Trump, que ameaçou os manifestantes de convocar as Forças Armadas para conter os protestos pelo brutal asasassinato, por asfixia, do negro GEORGE FLOYD, pelo policial branco DEREK CHAUVIN, não pode cumprir sua promessa.
Trump só conta com 40% de popularidade e a curva está achatada. Dentro de 155 dias, ele vai enfrentar uma eleição que tentou adiar por causa do vírus ao qual não entendeu e, se entendeu, menosprezou. Defendeu o adiamento das eleições em nome da necessidade de isolamento social. Não colou. E nem tinha chances de colar. Afinal de contas, você pode votar sem sair de casa. Recebe o envelope com a cédula, confirma o voto e manda pelo correio, sem a menor necessidade de confrontar o Corona.
Há menos de 90 dias, a vitória de Trump era incontestável. Joe Biden, candidato do Partido Democrata parece que ia apenas cumprir o ritual da derrota para seu partido não chegar de mãos vazias. O vírus mudou o curso da História e os democratas começaram a se mexer porque sentiram a possibilidade de vencer Trump, uma espécie de Bolsonaro com verniz e cheiro de dinheiro. Aos poucos afastaram os Clinton da campanha e o ex-presidente Barack Obama assumiu o processo.
Para completar o fenômeno do achatamento da curva, as cenas da morte de George Floyd chocaram a consciência dos brancos que defendem os direitos humanos, dos hispânicos que sabem que correm risco de vida na mãos dos policias, dos índios que correspondem apenas a 1% da população e, mais. Levantou a população dos negros que não passam um ano sem ver um dos seus tombar sob as balas dos policiais. Dessa vez não foi gasta nem munição. Derek, o policial assassino, usou seu joelho como armaa e asfixiou Floyd lentamente, por exatos oito minutos.
E os Estados Unidos explodiu numa convulsoão sem precedentes. Se você está pensando ou comparando com as rebeliões de 1968, um aviso. A situação está bem pior.


Não bastasse tudo isso, Donald Trump enfrenta a oposição interna. Os inimigos estão dentro do seu partido. Na lista dos infortúnios de Mister President, a milionária Sarah Longwell, republicana da Pennsylvania, conservadora que comanda uma dissidência dentro no Partido Republicano, o “Never Trumper” e está trabalhando ativamente pela vitória de Joe Biden. Trabalhou nas eleições primárias para afastar Bernie Sanders e agora, mesmo com toda a tradição republicana de sua família, faz campanha de porta em porta nos bairros luxuosos das ricas cidades do Norte e acredita que Trump está vivendo “seu pior cenário”. Sarah financia a campanha de Biden que parece ter deslanchado.
E Trump, que tem direito legal de convocar as tropas para impor uma espécie de estado de sítio no país, ainda não conseguiu chamar as Forças Armadas, embora as pesquisas digam que ele tem 58% de apoio para apelar ao INSURRECTION ACT, lei do século XIX e que foi usada a pela primeira vez exatamente para conter rebelião de escravos e mais recentemente, no século XX, pelo Bush I, para acabar com os conflitos dos negros em Los Angeles,que protestavam contra o assassinato do #brother Rodney King.
Só não entendo porque os jornalistas de televisão insistem em desinformar dizendo que Trump só pode convocar as Forças Armadas se os governadores concordarem. Podiam ler as leis. Faz um bem danado.

P.S. Hoje seria o marco inicial da campanha para presidente da República dos Estados Unidos. Hoje seriam realizadas as convenções dos dois partidos para a escolha do seu candidato. Ainda faltam 500 votos para Biden.

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